Crítica ao som
Durante a aula do dia 27/08/18 foi pedido para que nós
realizássemos uma crítica do croqui apresentado por um dos outros alunos. O
croqui que eu selecionei pertence à Alice Ramos.
Eu escolhi esse
croqui devido à sua grande expressividade, uma vez que foi utilizado canetas
mais fortes e grossas para destacar algumas estruturas -como as pilastras-, o
que colabora para um maior efeito de profundidade e se destaca aos olhos de
quem o vê. Também, é possível destacar o bom enquadramento do desenho em
relação à folha visto que ele ocupa toda sua extensão e foi desenhado de acordo
com o que estava no campo de visão da autora.
No entanto, esse
desenho falha em termos de perspectiva. Pode-se perceber isso, primeiramente, por
não se encontrar a linha do horizonte na altura dos olhos, seja sentado, seja
em pé, mas sim na altura da metade do auditório. Além disso, o caminho seguido
pelas linhas, não avançam para um mesmo ponto de fuga, impedindo o entendimento
da lógica e do tamanho das partes do edifício, como ocorre na marquise esquerda
do croqui.
Ademais, nota-se
facilmente a ausência de proporcionalidade, responsável por afastar o croqui da
realidade. Isso se percebe, especialmente, na banca de revistas, que para a
esquerda possui uma proporção muito menor do que a real, e para a direita possui
uma muito maior. Outro fragmento desproporcional é a vegetação, em que o
coqueiro tem um tamanho menor que o original, assim como a árvore principal,
que, por estar mais próxima do ponto de visão, deveria ter uma dimensão muito
maior, porém, para caber na folha, ela foi diminuída. Para mais, posso
ressaltar a porta de entrada para o hall, que, além de não ter sido
determinada, foi desenhada em uma proporção muito menor e diferente do
original.
Por fim, um fator
incômodo na apresentação desse croqui foi a disposição das árvores encontradas
na praça e na frente do ponto de visão (já citada acima). Isso acontece porque
elas foram dispostas uma atrás da outra, de maneira que não se pode perceber a
existência do tronco da traseira, além de que o término da copa da mais distante
é mais alto do que o término da copa da mais próxima, contrariando a lógica de
proporcionalidade, já que as duas possuem aproximadamente o mesmo tamanho. Isso
causa uma confusão, já que transmite a impressão da existência de apenas uma árvore
(a frontal), no entanto ela possuiria uma copa extensa, que se prolongaria até
a parte superior do prédio.

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